Sinto saudades, Universo. De como você me mostrava o mesmo sorriso sempre novo. Como tua voz fazia o silêncio subsequente me deixar a ouvir apenas o pulsar do meu coração. Das histórias de longe e pra longe, que nos aproximavam de nós mesmos e um do outro. Saudades do teu tecido fino e reluzente da existência. Do toque macio do vazio que eram meus gracejos a tentar te encantar como você me encantou, Universo. Dos três olhares que precisei te dar até realmente te enxergar à tua imagem repetida em meus sonhos tentando me dizer alguma coisa, me fazer entender o Universo, que há em mim, mas que despi em você. Onde que se encontra o infinito, e pra onde que ele está indo? Vou a todos os lugares, e te levo comigo, espero que você me ouça, mas caso não, espero que saiba, que te amo, Universo. E que enquanto formos todas as coisas, serei m(s)eu, Universo.
Imagine
A gente passa a vida inteira escrevendo historias, não sei todo mundo no sentido literal, como eu, mas certamente em algum outro sentido. É preciso uma imaginação praticamente nula pra não pensar no que pode acontecer, no que já aconteceu, no que está acontecendo e não podemos ver.
Essas histórias surgem para entreter-nos de um conhecimento do que não se conhece. É uma maneira de satisfazer a dúvida sobre aquilo que sequer sabemos se existe.
Cada história começa onde ninguém jamais esteve. É um mundo a ser descoberto, onde as semelhanças ao mundo que acreditamos ser verdade podem ser muitas, ou poucas. Na tentativa de pintar tais mundos usamos as cores que conhecemos, mas tais mundos as vezes tenham cores novas.
E mesmo falando de cores e mundos diferentes, as histórias ainda falam sobre a mesma coisa. As histórias são relatos de uma consciência deslocada da sua individualidade para ser assistida, para ser entendida e as vezes até perdoada. Ao mesmo tempo, elas nos tiram da nossa individualidade para lidar com novas facetas, novos contextos.
Histórias não são fatos, sabendo que os acontecimentos não podem ser identificados de uma maneira plena, histórias são pontos de vista, tanto do autor quanto das personagens. São acontecimentos que acontecem apenas nesses mundos intangíveis para o corpo. Onde só existe acesso através da imaginação.
A imaginação é a manifestação do que há de mais sincero em você, é o primeiro movimento do desejo. É onde surgem as coisas que ainda não existem, até que você as faça existir. É essa imagem espontânea que vem a frente dos seus olhos quando eles estão fechados, ou esse som, ou esse movimento. Ela vem em diversas formas e leva um tempo a ser bem interpretada.
Mas quando se faz, ela, assim como qualquer outra coisa, cresce quando entendida. Se espalha e se fortifica, cada ramo novo é a possibilidade de um fruto, e de pássaros. Cada chuva nova, é alimento sob seus pés e vida em suas mãos. Ela que move a realidade em sua direção. É a faísca da chama que ilumina novos caminhos e te aquece enquanto você descansa dos antigos.
Cada contador de história que sabe como que sua história vai decorrer. E tudo bem em tem que mudar a história em certo ponto pra que o contexto fique mais adequado, só não da pra esquecer da história, e deixar que alguém a escreva por você. Porque se for assim, a história deixa de ser sua.
UMLO

Guiança

PonteS

Sexto Semestre

O Casulo

10 segundos
sobREconceitos

é um projeto de reavaliação
de valores e visões
sob os significados da vida
não estamos acima
de ninguém
somos horizontais
utópicos
Finalinício
Esse é um novantigo projeto, na intenção de compilar trabalhos, ideias, sonhos e projetos em um local só, como um acervo de intenções, juntar as coisas que já fiz, com as coisas que estou fazendo, com as coisas que irei fazer, com as coisas que deixei de fazer. É uma tentativa de, novamente, construir um espaço onde tudo que é meu, ou que sinto que faz parte de mim pode descansar e apreciar todos os outros pedaços do que sou, do que fui, e do que quero ser.
Nesse Casulo você vai poder encontrar textos, poesias, artigos, imagens, vídeos, músicas, e toda e qualquer informação que eu acredite que possa nos aproximar. Esse é o intuito presente nessa escrita e que há de nortear as escritas vindouras: União.
Em tudo que vi e vivi até agora descobri que a dualidade é o oposto da contradição, enquanto uma nos faz ser complementares, a outra nos faz ser divisores. Estamos aqui para sermos algo, e enquanto não pudermos nos olhar de forma integral, e aceitiva, a única coisa que poderemos ser são metades.
Faça parte desse caminho conjunto caso lhe interesse, o mundo do qual conhecemos não é o mundo real, é apenas ponto de vista.

