Reseja

Da pra aprender a ressignificar as coisas. Olhar para o que já se viu e ver algo diferente. Estar onde já se esteve e ser alguém diferente. A gente se identifica com situações e ambientes, se acostuma e se repete.

Nos ciclos de nós mesmos as vezes não sobra espaço para ver de um modo não viciado. Quando se vira a rua de casa se espera que o caminho seja sempre o mesmo. E quando não é, se dá meia volta até notarmos que é o mesmo caminho, apenas diferente.

Aonde quer que haja medo, insegurança, traumas, olhe de novo. Volte, assim que estiver pronto, e veja de novo, seja de novo. Reseja. O que em mim rejeita esse lugar, essa pessoa, esse sentimento? Qual espelho eu ainda não estou preparado para encarar?

Olhe novamente, com bondade, com paciencia, pois do outro lado só há você. O mundo inteiro é um espelho que (des)cobrimos aos poucos, conforme vamos aceitando cada vez mais dele, cada vez mais de nós mesmos.

Então quando tiver a oportunidade, e a coragem (do Latim coraticum, derivado de “coração”), volte, reabra os olhos, reabra o coração. E reseja o mundo através da sua própria transformação.

Transforme o mundo através do seu coração.

Universo

Sinto saudades, Universo. De como você me mostrava o mesmo sorriso sempre novo. Como tua voz fazia o silêncio subsequente me deixar a ouvir apenas o pulsar do meu coração. Das histórias de longe e pra longe, que nos aproximavam de nós mesmos e um do outro. Saudades do teu tecido fino e reluzente da existência. Do toque macio do vazio que eram meus gracejos a tentar te encantar como você me encantou, Universo. Dos três olhares que precisei te dar até realmente te enxergar à tua imagem repetida em meus sonhos tentando me dizer alguma coisa, me fazer entender o Universo, que há em mim, mas que despi em você. Onde que se encontra o infinito, e pra onde que ele está indo? Vou a todos os lugares, e te levo comigo, espero que você me ouça, mas caso não, espero que saiba, que te amo, Universo. E que enquanto formos todas as coisas, serei m(s)eu, Universo.