Nessa vida aprendi a me alimentar com vida nos alimentos que eu consumo, buscando estar sempre cada vez mais próximo da terra, da origem e do destino de todas as coisas.
Meu alimento não trás consigo medo, sofrimento ou exploração. Infelizmente nem os vegetais hoje estão totalmente livres de mácula, já que a maioria deles é produzido para alimentar um mercado, e não um ser humano.
Mas busco o maior potencial de vida que posso encontrar. Abasteço o meu veículo que me transporta por essa terra com a energia que a terra produz, para que ele possa me levar o mais longe possível nessa viagem que é a vida.
Mas não me alimento apenas de comida. Tem vida no meu olhar. Tem vida no meu escrever. Tem vida nas minhas relações. Tem vida nas minhas aspirações.
Porque a vida por aqui anda meio esquecida. Não se vive pela vida. Se vive por qualquer outra coisa que talvez dê valor a vida. Quando na verdade a vida é inestimável.
E estar morto não é morrer. É deixar de perceber a vida.
